A Justiça de Goiás concedeu uma liminar atendendo pedido do Ministério Público Estadual que exige medidas contra a empresa WePink, da influenciadora Virginia Fonseca, diante de denúncias de práticas abusivas contra consumidores.
Segundo a decisão judicial, a WePink afirmou que terceiriza os processos de trocas e reembolsos, e que os envios de produtos são realizados por sistema automatizado. A liminar determina que a empresa adote uma série de providências emergenciais enquanto o processo avança.
Denúncias e exigências do MP
Na ação civil pública movida pelo MP-GO, são apontadas várias falhas no atendimento e na relação com clientes:
- Entregas não realizadas: consumidores relataram que efetuaram compras e nunca receberam os produtos.
- Atrasos excessivos: há casos em que a entrega ultrapassou sete meses.
- Dificuldade para reembolso: resistência da empresa em devolver valores pagos.
- Atendimento inadequado: o sistema automatizado não daria conta de resolver problemas reais.
- Remoção de críticas: comentários negativos nas redes sociais teriam sido excluídos para ocultar queixas.
- Produtos defeituosos ou diferentes do anúncio.
Um dos sócios da WePink, Thiago Stabile, foi citado na ação por afirmar que a empresa vendia “mais do que tinha em estoque”, dizendo:
“Alguns materiais acabam, porque a gente vende muito.”
Para o promotor que conduziu o caso, isso caracteriza má-fé contratual e publicidade enganosa.